O político Venâncio Mondlane confirmou ter sido convocado pela Procuradoria-Geral da República para prestar esclarecimentos relacionados com o assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe.
Durante uma conferência de imprensa, Mondlane começou por desmentir rumores que indicavam a retirada da sua imunidade, esclarecendo que, na qualidade de membro do Conselho de Estado, qualquer audição judicial depende de autorização prévia daquele órgão.
O político manifestou ainda descontentamento com o Conselho de Estado, acusando-o de violar o dever de confidencialidade ao divulgar antecipadamente a sua convocação à comunicação social.
Paralelamente, a ANAMOLA submeteu três documentos à PGR e ao Provedor de Justiça com o objetivo de travar decretos que considera inconstitucionais. Entre as iniciativas, destaca-se a exigência de esclarecimentos sobre o aumento de regalias para antigos dirigentes e um pedido para que o Presidente da República, Daniel Chapo, revele a alegada “tabela oculta” de ajudas de custo.
Mondlane defende que tais normas não respeitam a Constituição da República, criticando a falta de transparência na gestão de fundos públicos e na atribuição de benefícios a altos titulares de cargos do Estado.
Fonte: Conferência de imprensa / Fontes oficiais
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